Hoje finalmente ele resolveu me ver, após tantos dias de espera sofrida dessa vez você atendeu ao telefone e disse que conseguiu uma folga no trabalho e virá me visitar. Mal posso esperar, os minutos se tornam dias enquanto a campainha não toca. Já tomei banho, coloquei seu lingerie preferido, o perfume que uma vez ele elogiou, aquele batom vermelho fatal e claro, não podia faltar o vestido assim a gente facilita as coisas...
Já perdi a conta de quantos cigarros fumei e essa bendita campainha não toca de jeito de nenhum, também faz só 32 minutos que nos falamos e eu aqui desesperada, como são as coisas do coração segundos se tornam eternidade ...
Finalmente ele chegou com uma garrafa de vinho tinto combinando com a cor do meu batom, bebemos toda a garrafa sem nem perceber, de repente fiquei assim olhando pra ele, era tão normal aos olhos dos outros, mas tão lindo, tão encantador aos meus olhos, me perguntava o que havia visto naqueles olhos cor de mel que tanto havia me encantado. Parecia até feitiço, mas como a bruxa era eu e não ele, dei risada da situação.
Amamo-nos intensamente com tanta loucura e voracidade que quando percebi o meu vestido tinha rasgado, mas o que era um vestido perto de tanta paixão, sem duvida mais uma bobagem feminina.
Depois de horas de paixão e loucuras perdi até o ar enquanto fechava os olhos para poder assim eternizar este momento em minhas lembranças ele assim lindo, nu com toda a sua paixão aflorada por mim.
Após alguns minutos sonhando acordada, olho para o lado e ele está de pé na cama vestido, como assim vestido? Perguntei por que está vestido? Não vai dormir comigo?
Ele me olhou com um olhar indiferente, uma indiferença que ainda hoje sou capaz de sentir, aquela frieza mecânica que nenhum ser humano merece sentir, em minutos meu homem apaixonado se transformou em um robô sexual que já havia cumprido o seu serviço e estava dispensado, mas eu não, eu não havia o dispensado, não queria que ele me deixasse assim daquele jeito ainda gemendo de prazer...
Com a frieza de um mero robô me disse que tinha que ir não havia porque ficar lá ia pra sua casa porque dormir só se for sozinho a dois não rola.
Eu podia ter dito tantas coisas, ter gritado brigado, humilhado, não tive palavras nem forças pra nenhuma reação fiquei como uma criança que não sabe falar e fica só te olhando achando que você vai saber o que ela quer, talvez ele até soubesse o que eu queria mas não quis importar-se com os meus sentimentos, abriu a porta do quarto, e eu tola como só como uma apaixonada sabe ser fiquei achando que era brincadeira, que ele voltaria com seu sorriso sacana e me diria que estava só tentando me irritar.
Eu podia ter dito tantas coisas, ter gritado brigado, humilhado, não tive palavras nem forças pra nenhuma reação fiquei como uma criança que não sabe falar e fica só te olhando achando que você vai saber o que ela quer, talvez ele até soubesse o que eu queria mas não quis importar-se com os meus sentimentos, abriu a porta do quarto, e eu tola como só como uma apaixonada sabe ser fiquei achando que era brincadeira, que ele voltaria com seu sorriso sacana e me diria que estava só tentando me irritar.
Mas claro que não foi isso que aconteceu ele foi embora do quarto e da minha casa sem voltar, sem olhar pra trás, e eu ainda consigo ouvir o barulho da porta da minha casa fechando até hoje.
Um comentário:
Muito intenso, denso...
Lindo conto.
Geovanna Bruno
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