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quinta-feira, 12 de julho de 2012

O PODER

O PODER

O poder transforma,
O poder revigora
O poder afasta
O poder separa
O poder manipula


Para alguns essencial
Para outros banal
Para alguns transformador
Para outros envenador ...

Não faça que o poder o torne outra pessoa
Faça com que ele te torne uma melhor pessoa...

Não somos donos da razão





Não somos donos da razão


Hoje me peguei pensando em como a vida é capaz de manipular,  atropelar,  tirar do eixo  e nos levar a outros caminhos que tínhamos imaginado nunca percorrer...
Se alguém me dissesse que justamente você que era o homem mais inconsequente, inconveniente, imaturo e irresponsável do mundo ia se tornar um grande homem eu não acreditaria. Iria dar boas gargalhadas sem duvida... Me apaixonei por um menino que tinha brilho nos olhos a desrespeitar as regras.
Mas a vida vem como um passe de mágica e nos mostra que não é bem assim, não somos donos da razão nem tão pouco conhecedores do mundo e do futuro...
Tenho grande orgulho do ser humano que você se transformou e me sinto também um pouco responsável por tudo isso, afinal no fundo do meu coração sempre te amei e sempre te aceitei como você era, sempre acreditei na sua verdade e fiz dela a minha...
Infelizmente o destino fez com que tomássemos rumos diferentes mas o meu amor continua aqui dentro do meu peito intacto como um diamante bruto pronto pra ser lapidado a qualquer momento.
Décadas se passaram mas para os apaixonados o tempo é tão relativo como já dizia o poeta... E nem toda a eternidade faz com que o frio no meu estomago acabe todas as vezes que eu te encontro, é uma emoção como da primeira vez que nossos olhos se cruzarem dentro daquela sala de aula.
A inocência de menina continua presente dentro de mim e agora vendo-o homem feito, pai de família honesto e guerreiro tenho ainda mais orgulho de mim mesma...

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Conto Celta Briana

Pessoal como sabem fiz um conto para concorrer a publicação no livro fantasiando e fui selecionada a noite de autografos ja aconteceu no ultimo sabado e agora divido o conto com voces. o livro esta esgotado mas sera feita uma segunda edição foi um sucesso, estou muito muito feliz e orgulhosa do meu trabalho... segue o conto celta Briana.


BRIANA

Seu nome era Briana.
Tinha longos cabelos avermelhados e brilhantes, olhos de uma profundidade invejável e de um azul da cor do céu. Naquela pequena aldeia, lá estava escondida, dentro da mata fechada para a própria proteção delas, afinal, de uns anos para cá, estavam sendo caçados como bichos; a inquisição tinha tomado conta de toda a Europa e as mulheres celtas eram vistas como bruxas. Logo, todo cuidado era pouco.
Enquanto tomava seu hidromel e olhava a brisa bater nas árvores e balançar os galhos fazendo um barulho que para ela era a natureza lhe dando “boa tarde”, aproximou-se um homem jovem muito bonito, de uma altives louvável, porém inimigo.
Ele era filho do Rei e estava ali à procura da jovem Briana, que era conhecida por fazer previsões, chás, que curavam doenças e poções de amor que eram capazes de fazer mulheres estéreis engravidar, ou trazer o homem amado de volta. Era chamada de bruxa, por toda a região da Europa, principalmente por que dizia ser capaz de conversar com a natureza, tais como: as árvores, os lagos e os seres elementais de todo o tipo; imagine só o perigo que ela representava para uma sociedade católica e totalmente contra à qualquer tipo de independência feminina.
De repente Briana, mesmo sem olhar para trás, viu o homem e disse a ele:
-Prazer em conhecê-lo meu nome é Briana! É a mim que você procura há tanto tempo. Estou aqui! Não quero que assuste ou maltrate as pessoas do meu povoado se é a mim que quer estou a sua disposição, só que tenho um recado do seu cavalo meu nobre senhor... Ele diz que está muito doente e que vai morrer ainda hoje, ele gostaria que antes disso você fosse se despedir dele.
O homem ficou paralisado olhando para ela, “Como ela sabia disso?”. De fato, aquele cavalo que ele estava montado não era o dele, o seu cavalo de repente ficou doente e nem sequer conseguia parar em pé, então como tinha a missão de encontrar e prender a bruxa Briana, a pedido do seu pai para assim conseguir o trono do Rei, afinal seu pai já estava com uma idade muito avançada e com a saúde muito debilitada. Ele obedeceu ao desejo do pai e foi mata adentro, por dias e dias, ao encontro de sua bruxa Briana.
Decerto, estava muito triste. Ele havia ganhado o cavalo do pai quando ainda era pequeno, foi seu primeiro cavalo, lembrou-se da emoção que sentiu quando recebeu o cavalo no dia do seu aniversário, e sem perceber, uma lágrima escorreu dos seus olhos. Heimdall era o seu melhor amigo, o acompanhou por várias viagens e salvou a sua vida inúmeras vezes, durante todos os anos que viveram praticamente sozinhos por aquelas matas. Mas como aquela mulher podia saber disso? E se bruxas eram feiticeiras más e cruéis, porque ela haveria de lhe dar um recado assim, ajudar o seu caçador não era o ato de uma bruxa.
Resolveu então num impulso levá-la com ele e sair dali o mais rápido possível, não ia acabar com a sua aldeia, não porque ela pediu, e sim porque ele não tinha tempo a perder, tinha que voltar e despedir-se do seu Heimdall. Pegou-a apressadamente e a colocou na garupa do seu cavalo e saíram correndo por dentro daquela floresta que ela conhecia tão bem, seus cabelos vermelhos voavam como brasa de fogo envolvendo os galhos das árvores.
Ela com medo do que o futuro a reservava, naquela nova fase da sua vida, agarrou na cintura do seu caçador e sentiu um tremor por todo o seu corpo como jamais havia sentido, sabia que ele não era seu caçador e sim seu verdadeiro amor, mas e agora?
 Passaram horas e horas cavalgando sem trocar nenhuma palavra, apenas sentindo seus corpos enroscados um ao outro e a magia que envolvia aquele momento tão intenso, tão denso, tão profundo e tão e assustador, afinal, por mais que ele não demonstrasse, ele tinha medo das bruxas, essas que eram, segundo ele, extremamente perigosas e ardilosas. Sabia que usavam de sua beleza para enfeitiçar os homens e torna-los submissos a elas. Imagine só se um nobre se tornaria submisso a uma bruxa... “Nunca!” Pensava ele.
Ao anoitecer, a fome e a sede inevitavelmente apertaram, e ela resolveu quebrar aquele silêncio. Disse em um momento de extremo desespero:
- Estou com fome e com muita sede! Vamos parar um pouco para nos alimentarmos? Aqui do lado tem uma cachoeira e  arvores frutíferas.
Ele apenas balançou a cabeça, não queria admitir, mas também sofria do mesmo mal que Briana; a sede era tanta que já estava perdendo a lucidez.
Quando ambos viram o lago ela colocou a mão para pegar água e bebê-la. De repente quando os seus dedos penetraram naquele lago límpido e de um azul da cor de seus olhos, toda a água se iluminou ficando com uma cor de um prateado brilhante, semelhante a cor da  lua, mesmo assim ela, como se já fosse acostumada a isso, continuou o que fazia sem se assustar e bebeu aquela agua fluidificada.
Ele não acreditava no que estava vendo, pensou que era a fome ou sede que sentia, ele dizia em sussurros “Devo estar delirando!”. Mas ao contrário do que ele imaginava, quando se aproximou do lago e colocou sua mão dentro daquela água de repente a agua se abriu e de dentro dela surgiu uma mulher linda, uma verdadeira divindade com um longo vestido vermelho, rosto alvo rosado, longos cabelos da cor do sol, notou que ela era meio transparente, não era de carne e osso, ele olhou dentro de seus olhos e ela disse:
            - Sou Épona e vim te dar um recado do seu Heimdall. Ele acabou de partir e quer te agradecer por toda a dedicação e amor que você deu a ele. “Pode vir Heimdall!” disse ela, e da mesma forma que ela, Heimdall saiu de dentro da água relinchou para ele, fez sinal de reverência como era de costume dos dois, abaixou-se para Épona e ela montou-se em Heimdall. Ambos subiram em direção ao céu, até desaparecerem por dentre as nuvens alvas como a pele de Épona.  
O cavalheiro ficou algum tempo mudo, sem saber o que pensar e o que dizer, começou a chorar e a soluçar lágrimas que nunca havia ousado a derramar, colocou todas as emoções que ao longo de todos aqueles anos nunca pode demonstrar, afinal, um guerreiro não podia chorar nem ceder.
Chorou por horas, ajoelhado ao lado daquele lago olhando para o céu, buscando a resposta para todas as suas dúvidas. Perguntava-se se todas as bruxas, que havia matado, eram de fatos bruxas ou simplesmente mulheres especiais como aquela, que acabara de conhecer e que estava levando mais uma vez para o sacrifício; sacrifício afinal a troco do que? Para que? Por quê? Perguntava-se e não encontrava resposta.
Sem dúvida, as mulheres Celtas eram seres iluminados e especiais, caso contrário jamais teriam a decência de deixá-lo se despedir do seu fiel escudeiro. Como estava arrependido...Como poderia se redimir de todos os seus erros do passado, de todas as injustiças que havia cometido em nome de uma fé que no fundo ele não sentia.
Sem dizer nenhuma palavra Briana entrelaçou-se em seus braços e o apertou contra seu peito bem forte como se com um simples abraço fosse capaz de tirar todo o sentimento de culpa que ele carregava naquele peito.
Esse abraço durou apenas alguns minutos, mas foi capaz de tirar todos os anos de erros que ele havia cometido. Sentia-se enfim, um novo homem. E queria recomeçar, a fazer de fato a “justiça” que ele nunca fez.
Sem perceberem seus lábios se encontraram com tanta intensidade dentro daquele abraço que mal podiam se conter, e assim ficaram e se amaram intensamente naquela linda cachoeira em contato com toda a natureza que ela tanto amava. Passaram desta forma, o fim de seus intensos dias rodeados pela natureza e pelo povo que ela tanto amava, e que ele aprendeu a amar e a respeitar: O povo celta.

sexta-feira, 1 de junho de 2012

YASMIN VITORIA

"Hoje é aniversario da minha princesa
aquela que foi capaz com um sorisso de devolver a vida pra mim,
foi capaz de fazer meu coraçao voltar a bater,
minha caminhada voltar a ter destino,
meus dias voltarem a ser iluminados,
minhas noites estreladas,
minhas primaveras floridas,
minha alma iluminada,
Achei que nunca mais seria capaz
de amar alguem desse jeito
mas desde o momento eu que eu te vi
descobri como nao sabemos nada da vida,
nem a nos mesmos pois um bebe tao indefeso como vc
trouxe sangue pras minhas veias e ar ao meu pulmao,
filha nao tenho palavras pra expressar o que vc é pra mim,
luz, inspiração, ternura, alegia, magia, pureza, força, determinaçao ...
VC É TUDO E EU SEM VC SOU NADA"...

TE AMO...

Obrigada papai do céu por confiar tanto em mim me dando anjos tão especiais pra cuidar...

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Ser Mãe...


Antes de ser mãe eu não sabia o que era a felicidade, até que Deus me deu você de presente e agora ele me agraciou novamente colocando mais uma vida dentro do meu ventre,  mais uma princesa confiada por Deus para que eu possa cuidar, alimentar, amar, ensinar e doar a própria vida.
Não tenho palavras para descrever a emoção de gerar uma vida dentro do meu ventre vê-la crescendo, se fortalecendo, o primeiro olhar, o primeiro sorriso, os primeiros passos, as primeiras palavras, tudo é tão magico, tão intenso...
Deixamos de ser mulher para virarmos leoas guerreiras, verdadeiras Celtas em busca da proteção da nossa cria.
Ser mãe e agradecer a Deus por estar acordada de madrugada zelando daquela vida que Deus te deu de presente.
Quando Deus nos enviou para esse mundo ele nos mandou para o ventre de um anjo que ira nos proteger, cuidar, amar e ensinar. Esse anjo tem o nome Mãe.
Agradeço a minhas filhas por ter me dado a oportunidade de ser Mãe...

quinta-feira, 29 de março de 2012

INTENSIDADE


Intensidade...

Muitos falam da cor da paixão, hoje me peguei pensando sobre esse sentimento tão profundo, tão insano, intenso e ao mesmo tempo frágil. De fato, ela não é eterna, ou ao contrario uma paixão de verdade pode durar a vida inteira...

Paixão pra mim pode durar pra sempre sim, pode ser intensa por toda a vida, ter momentos em que adormece, mas logo após ela reascende com todo o brilho e a intensidade de antes e como num passe de magica tudo fica com a intensidade e a densidade de sempre...
A cor da paixão é de fato vermelha cor do sangue que corre nas nossas veias e ao ver o ser apaixonado e percorre por todo o nosso corpo numa velocidade ainda mais rápida, que faz com que nossas pernas tremam, nosso coração dispare e nossa voz suma...
 Isso mesmo, as palavras desaparecem até pra mim que falo sem parar, o ser apaixonado faz com que eu fique muda, sem ar, sem expressão, só com o êxtase de estar ao seu lado. Ouvir sua voz, sentir seu cheiro. Beijar sua boca...
Sentir suas mãos deslizando sobre o meu corpo, sua boca tocando a minha, sua pele em contato com a minha, pra que palavras? Elas não fazem nenhum sentido  perto de toda essa intensidade de sentimentos.


quarta-feira, 28 de março de 2012

MINHA LOUCURA

Achei que o tempo iria tirar esse sentimento de dentro de mim,
Mais um engano
Quanto mais os anos se vão
Mais meu amor se mistura com paixão...


Você é o meu maior vicio,
Consigo parar de beber, de fumar, de comer
mas de amar você...
Desisto...

Te amarei pra sempre, hoje eu sei
É inútil lutar contra o que move minha vida
Amar você é minha sina
Minha maior loucura

Achar que iria te esquecer
Impossivel não lembrar de você
De todo o nosso amor
De todo o seu calor...

quinta-feira, 8 de março de 2012

ORGULHO DE SER MULHER...


           



              Hoje resolvi passar por aqui pra falar do nosso dia, o dia internacional das mulheres, claro que todo dia é dia da mulher é ironia falar que somente dia 08/03 seja o dia da mulher mas acho sim importante termos uma data para que todos se lembrem daquele que lhes deu a luz, amamentou, amou incondicionalmente, lhe deu filhos, casa, comida, família, alegrias...
              O que seria do mundo sem as mulheres? Nem existiria mundo... Por isso gostaria de agradecer a todas as grandes mulheres que fizeram e fazem parte da minha vida, minha mãe, minhas flores que encantam meu jardim, minhas amigas que me erguem cada vez que eu tento tombar sem elas não existiria Mayra..
              Gostaria de deixar registrado toda a minha admiração as grandes mulheres que fizeram e fazem com que nosso trabalho seja reconhecido e que lutaram e lutam pela igualdade social, afinal somos todos iguais não importa sexo, raça, religião ou ideal todos somos centelhas divinas da grande mãe...
              Um abraço especial as mulheres que infelizmente nos dias de hoje ainda se sentem de fato mulheres e sim objetos, desejo sinceramente  que um dia elas consigam amar a si próprias, pois sem o amor a si próprio é impossível amar o próximo...
                Obrigada por ter nascido mulher, se pudesse escolher escolheria ser mulher novamente... tenho muito orgulho do meu sexo...

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

NUM FIM DE TARDE QUALQUER

Às vezes me pergunto porque não te dei aquela chance que você me pediu naquele fim de tarde, você me implorou tanto, chorou se humilhou aos meus pés literalmente como se não fosse mais capaz de sobreviver sem mim e mesmo assim eu fui somítico o suficiente pra tripudiar do seu sentimento, até mesmo rir da sua fraqueza afinal um homem que por tantas vezes se entregou a tantos lençóis que não eram os meus ´por tanto tempo com tantas mulheres diferentes não haveria de sentir a falta de dormir nos meus.

Para me certificar que eu não sentiria falta alguma resolvi deixar tudo pra trás inclusive os lençóis, as toalhas de banho que tantas vezes nos secamos juntos, os talheres que dividimos as refeições, as panelas que preparava o seu prato preferido e até o carro que por algumas vezes foi nosso ninho de amor.

Saí assim, totalmente despida dessa relação que tanto me maltratou por 10 longos e intensos anos, optei por recomeçar e como diria Drummond "o destino é como um livro do qual nós somos os autores, ele não vêm pronto" então resolvi comprar um livro novo com todas as paginas novas...
Como me enganei... não existem cadernos sem paginas escritas, todos já vem com o começo e cabe a nós somente continuar a escreve-los ,e o caderno que eu comprei já tinha muitas páginas escritas e ao contrario do que eu pensava eu não me encaixava naquela historia, não era ali naquele caderno que eu queria estar...

E hoje te amo calada todos os dias mais e mais  e ao contrário do que eu pensava você continua fazendo parte da minha historia.

Por mais dolorido que seja eu tenho agora que confessar que nunca consegui tirar você da minha biografia e quando olho pra trás me pergunto por que não te dei aquela chance que você tanto pediu? Como seria hoje?

Apos tantos anos tomamos caminhos opostos, mas ao mesmo tempo tão próximos porque sinto você aqui dentro de mim com a mesma intensidade dos tempos em que você estava nos meus lençóis e me pergunto será que não seria melhor tê-lo aqui perto de mim mesmo tendo que dividi-lo as vezes do que nunca mais sentir teu corpo de encontro ao meu? Será que a vaidade e a atitude de mulher ferida não me tornou uma mulher amarga ao invés de uma mulher forte?
Quero que saiba que eu também estou aqui totalmente entregue a esse nosso velho e eterno sentimento, não é só você sempre fará parte da minha vida e eu sempre estarei aqui esperando você voltar no fim de uma tarde qualquer dessas pra juntos voltarmos a escrever naquele velho caderno mesmo cheio de orelhas e amarelado...


quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

MINHA MARILYN MONROE

 Tenho que confessar que sou perdidamente apaixonada por essa beldade que além de ter sido uma mulher que marcou sua epoca nao se deixando abater por toda uma sociedade que nao permitia que uma mulher tivesse o direito de ser feliz

Ela achava que toda o ser humano tinha o direito de ser feliz independente de ser homem ou mulher e que as mulheres comportadas e conformadas estão destinadas ao anonimado e a infelicidade. Sem duvida um dos maiores simbolos sexuais de toda a história. Seu nome verdadeiro era Norma Jeane Mortensen.

Não teve uma das infancias mais felizes pois sua mãe tinha problemas psicologicos e ela acabou passando por varias casas até a adolescencia.

Com apenas 16 anos decide se casar achando que o casamento traria uma vida feliz a ela como sonhou por toda a vida. O seu marido James Dougherty vai para a guerra e eles se afastam tornando assim seu sonho de felicidade de fato, so um sonho...

Ainda casada decide tentar a carreira de atriz e o divórcio veio meses antes de assinar seu primeiro contrato com a Twentieth Century Fox em 26 de agosto de 1946. Nessa mesma época adotou então o nome de Marilyn Monroe e tingiu o cabelo de loiro. Sua estréia no cinema foi com um papel irrelevante em "The Shocking Miss Pilgrim" em 1947.


Em 1949, sem dinheiro, concordou em posar nua para um calendário. O sucesso foi tão grande que ela acabou ilustrando a primeira capa da revista Playboy em 1953. Tinha 1,66 metro de altura, 94 centímetros de busto, 61 de cintura e 89 de quadril.

Fez seu primeiro papel de destaque em 1951, no filme "O Segredo das Viúvas". No ano seguinte, participou de "O Inventor da Mocidade". Seu nome começou a atrair multidões aos cinemas.

Em 1954, Marilyn se casou novamente dessa vez  com o ex-jogador de beisebol Joe Di Maggio, uma lenda do esporte nos Estados Unidos. Durante sua lua de mel, em Tóquio, Marilyn fez uma performance para os militares que estavam servindo na Coréia. Joe, ciumento, não agüentou a exposição da esposa. Nove meses depois, em outubro de 1954, veio o divórcio.

Em 1956, a atriz se casou com o dramaturgo Arthur Miller. Em 1961, após perder um bebê, os dois se separaram. No mesmo ano ela fez seu último filme, "Os Desajustados".


Uma das mais célebres performances de Marilyn foi "Parabéns a você", de maneira sensualíssima para o presidente americano John Fitzgerald Kennedy, no Madison Square Garden. O fato reforçou os rumores de que ambos teriam sido amantes.

Quatro meses depois do episódio, Marilyn foi encontrada morta, segurando o telefone, ao lado de um vidro de barbitúricos. A hipótese de seu envolvimento amoroso com o presidente Kennedy e seu irmão Robert ganhou força, quando encontraram sua casa vasculhada - supostamente por agentes do FBI -, antes da chegada da polícia, no dia de sua morte.

A estrela, que deixou o mundo aos 36 anos, personificou o glamour hollywoodiano dos anos 50. Sua aparente vulnerabilidade e inocência, junto com sua inata sensualidade, a tornaram uma das mulheres mais desejadas do século 20.

Marilyn Monroe (1926-1962) estaria hoje com 85 anos. A atriz norte-americana marcou época principalmente entre as décadas de 1950 e 1960 ao se tornar símbolo do glamour de Hollywood e firmar sua posição como exemplo de sensualidade em todo o mundo.


Algumas frases da diva  Marilyn Monroe:


Se eu tivesse cumprido todas as regras, eu nunca teria chegado em qualquer lugar.

Os homens passam, os diamantes ficam.

Mulheres comportadas raramente fizeram história

O sexo faz parte da natureza. Eu só sigo a natureza.

Ser um símbolo sexual é um fardo pesado de se carregar, especialmente quando se está cansada, ferida e desorientada.

Antes de se casar, uma garota tem que fazer amor com um homem para segurá-lo. Depois de se casar, ela tem que segurá-lo para fazer amor com ele.

Qualquer jovem estrela vibra quando recebe a primeira carta de um admirador. É como se embebedar. Mas, que pode significar para uma mulher um milhão de admiradores? Na vida, conta mais um só homem que represente o amor.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

ADELIA PRADO

Andei lendo alguns trechos da poesia da adélia e tenho que confessar que me apaixonei por ela, tem uma personalidade marcante, uma poesia moderna e tradicional ao mesmo tempo por isso divido com vcs um pouco da sua biografia e bibliografia...



Adélia Prado


Adélia Luzia Prado Freitas nasceu em Divinópolis, Minas Gerais,  no dia 13 de dezembro de 1935, filha do ferroviário João do Prado Filho e de Ana Clotilde Corrêa. Levava uma vidinha pacata naquela cidade do interior onde inicia seus estudos no Grupo Escolar Padre Matias Lobato.

         No ano de 1950 falece sua mãe. Tal acontecimento faz com que a autora escreva seus primeiros versos. Nessa época conclui o curso ginasial no Ginásio Nossa Senhora do Sagrado Coração, naquela cidade.

         No ano seguinte inicia o curso de Magistério na Escola Normal Mário Casasanta, que conclui em 1953.
Começa a lecionar no Ginásio Estadual Luiz de Mello Viana Sobrinho em 1955.

         Em 1958 casa-se, em Divinópolis, com José Assunção de Freitas. Dessa união nasceriam cinco filhos: Eugênio, Rubem, Sarah, Jordano e Ana Beatriz.

         Antes do nascimento da última filha, a escritora e o marido iniciam o curso de Filosofia  da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Divinópolis.

         Em 1972 morre seu pai e, em 1973, forma-se em Filosofia. Nessa ocasião envia carta e originais de seus novos poemas ao poeta e crítico literário Affonso Romano de Sant'Anna, que os submete à apreciação de Carlos Drummond de Andrade.

         "Moça feita, li Drummond a primeira vez em prosa. Muitos anos mais tarde, Guimarães Rosa, Clarisse. Esta é a minha turma, pensei.  Gostam do que eu gosto. Minha felicidade foi imensa. Continuava a escrever, mas enfadara-me do meu próprio tom, haurido de fontes que não a minha. Até que um dia, propriamente após a morte do meu pai, começo a escrever torrencialmente e percebo uma fala minha, diversa da dos autores que amava. É isto, é a minha fala."
         Em 1975, Drummond sugere a Pedro Paulo de Sena Madureira, da Editora Imago, que publique o livro de Adélia, cujos poemas lhe pareciam "fenomenais". O poeta envia os originais ao editor daquele que viria a ser Bagagem. No dia 09 de outubro, Drummond publica uma crônica no Jornal do Brasil chamando a atenção para o trabalho ainda inédito da escritora.

         "Bagagem, meu primeiro livro, foi feito num entusiasmo de fundação e descoberta nesta felicidade. Emoções para mim inseparáveis da criação, ainda que nascidas, muitas vezes, do sofrimento. Descobri ainda que a experiência poética é sempre religiosa, quer nasça do impacto da leitura de um texto sagrado, de um olhar amoroso sobre você, ou de observar formigas trabalhando."
         O livro é lançado no Rio, em 1976, com a presença de Antônio Houaiss, Raquel Jardim, Carlos Drummond de Andrade, Clarice Lispector, Juscelino Kubitscheck, Affonso Romano de Sant'Anna, Nélida Piñon e Alphonsus de Guimaraens Filho, entre outros.

         O ano de 1978 marca o lançamento de O coração disparado que é agraciado com o Prêmio Jabuti, da Câmara Brasileira do Livro.

         Estreia em prosa no ano seguinte, com Soltem os cachorros. Com o sucesso de sua carreira de escritora vê-se obrigada a abandonar o magistério, após 24 anos de trabalho. Nesse período ensinou no Instituto Nossa Senhora do Sagrado Coração, Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Divinópolis, Fundação Geraldo Corrêa — Hospital São João de Deus, Escola Estadual são Vicente e Escola Estadual Matias Cyprien, lecionando Educação Religiosa, Moral e Cívica, Filosofia da Educação, Relações Humanas e Introdução à Filosofia. Sua peça, O Clarão,um auto de natal escrito em parceria com Lázaro Barreto, é encenada em Divinópolis.

         "O transe poético é o experimento de uma realidade anterior a você. Ela te observa e te ama. Isto é sagrado. É de Deus. É seu próprio olhar pondo nas coisas uma claridade inefável. Tentar dizê-la é o labor do poeta."
         Em 1980, dirige o grupo teatral amador Cara e Coragem na montagem de O Auto da Compadecida, de Ariano Suassuna. No ano seguinte, ainda sob sua direção, o grupo encenaria A Invasão, de Dias Gomes. Publica Cacos para um vitral. Lucy Ann Carter apresenta, no Departament of Comparative Literature, da Princeton University, o primeiro de uma série de estudos universitários sobre a obra de Adélia Prado.         Em 1981 lança Terra de Santa Cruz.         De 1983 a 1988 exerce as funções de Chefe da Divisão Cultural da Secretaria Municipal de Educação e da Cultura de Divinópolis, a convite do prefeito Aristides Salgado dos Santos.

         Os componentes da banda
é publicado em 1984.

         Participa, em 1985, em Portugal, de um programa de intercâmbio cultural entre autores brasileiros e portugueses, e em Havana, Cuba, do II Encontro de Intelectuais pela Soberania dos Povos de Nossa América.

         Fernanda Montenegro estreia, no Teatro Delfim - Rio de Janeiro, em 1987, o espetáculo Dona Doida: um interlúdio, baseado em textos de livros da autora. A montagem, sob a direção de Naum Alves de Souza, fez grande sucesso, tendo sido apresentada em diversos estados brasileiros e, também, nos EUA, Itália e Portugal.

         Apresenta-se, em 1988, em Nova York, na Semana Brasileira de Poesia, evento promovido pelo Comitê Internacional pela Poesia. É publicada A faca no peito.         Participa, em Berlim, Alemanha, do Línea Colorada, um encontro entre escritores latino-americanos e alemães.

         Em 1991 é publicada sua Poesia Reunida.         Volta, em 1993, à Secretaria Municipal de Educação e Cultura de Divinópolis, integrando a equipe de orientação pedagógica na gestão da secretária Teresinha Costa Rabelo.

         Em 1994, após anos de silêncio poético, sem nenhuma palavra, nenhum verso, ressurge Adélia Prado com o livro O homem da mão seca.  Conta a autora que o livro foi iniciado em 1987, mas, depois de concluir o primeiro capítulo, foi acometida de uma crise de depressão, que a bloquearia literariamente por longo tempo. Disse que vê "a aridez como uma experiência necessária" e que "essa temporada no deserto" lhe fez bem. Nesse período, segundo afirmou, foi levada a procurar ajuda de um psiquiatra.

         "O que se passou? Uma desolação, você quer, mas não pode. Contudo, a poesia é maior que a poeta, e quando ela vem, se você não a recebe, este segundo inferno é maior que o primeiro, o da aridez."
         Deus é personagem principal em sua obra. Ele está em tudo. Não apenas Ele, mas a fé católica, a reza, a lida cristã.

         "Tenho confissão de fé católica. Minha experiência de fé carrega e inclui esta marca. Qual a importância da religião? Dá sentido à minha vida, costura minha experiência, me dá horizonte. Acredito que personagens são álter egos, está neles a digital do autor. Mas, enquanto literatura, devem ser todos melhores que o criador para que o livro se justifique a ponto de ser lido pelo seu autor como um livro de outro. Autobiografias das boas são excelentes ficções."
         Estréia, em 1996, no Teatro Sesi Minas, em Belo Horizonte, a peça Duas horas da tarde no Brasil, texto adaptado da obra da autora por Kalluh Araújo e pela filha de Adélia, Ana Beatriz Prado.

         São lançados Manuscritos de Felipa e Oráculos de maio. Participa, em maio, da série "O escritor por ele mesmo", no ISM-São Paulo. Em Belo Horizonte é apresentado, sob a direção de Rui Moreira, O sempre amor, espetáculo de dança de Teresa Ricco baseado em poemas da escritora.

            Adélia
costuma dizer que o cotidiano é a própria condição da literatura.  Morando na pequena Divinópolis, cidade com aproximadamente 200.000 habitantes, estão em sua prosa e em sua poesia temas recorrentes da vida de província, a moça que arruma a cozinha, a missa, certo cheiro do mato, vizinhos, a gente de lá.

         "Alguns personagens de poemas são vazados de pessoas da minha cidade, mas espero estejam transvazados no poema, nimbados de realidade. É pretensioso? Mas a poesia não é a revelação do real?
Eu só tenho o cotidiano e meu sentimento dele. Não sei de alguém que tenha mais. O cotidiano em Divinópolis é igual ao de Hong-Kong, só que vivido em português."
         Em 2000, estréia o monólogo Dona da casa, em São Paulo, adaptação de José Rubens Siqueira para Manuscritos de Felipa. A direção é de Georgette Fadel e Élida Marques interpreta Felipa.
         Em 2001, apresenta no Sesi Rio de Janeiro e em outras cidades, sarau onde declama poesias de seu livro Oráculos de Maio acompanhada por um quarteto de cordas.


OBRAS Individuais

POESIA:

- Bagagem, Imago - 1976

- O coração disparado, Nova Fronteira - 1978

- Terra de Santa Cruz, Nova Fronteira - 1981

- O pelicano, Rio de Janeiro - 1987

- A faca no peito, Rocco - 1988

- Oráculos de maio, Siciliano - 1999

- A duração do dia, Record - 2010

PROSA:
- Solte os cachorros, Nova Fronteira - 1979

- Cacos para um vitral, Nova Fronteira - 1980

- Os componentes da banda, Nova Fronteira - 1984

- O homem da mão seca, Siciliano - 1994

- Manuscritos de Felipa, Siciliano - 1999

- Filandras, Record - 2001
- Quero minha mãe - Record - 2005

- Quando eu era pequena - 2006.


ANTOLOGIAS:
Mulheres & Mulheres, Nova Fronteira - 1978

Palavra de Mulher, Fontana - 1979

Contos Mineiros, Ática - 1984

Poesia Reunida, Siciliano - 1991 (Bagagem, O Coração Disparado, Terra de Santa Cruz, O pelicano e A faca no peito).

Antologia da poesia brasileira, Embaixada do Brasil em Pequim - 1994.

Prosa Reunida, Siciliano - 1999



Alguns trechos de poesias da Adélia...


“Dor não tem nada a ver com amargura. / Acho que tudo que acontece / é feito pra gente aprender cada vez mais, / é pra ensinar a gente a viver. Desdobrável. / Cada dia mais rica de humanidade”


Com licença poética

"Quando nasci um anjo esbelto,desses que tocam trombeta, anunciou: vai carregar bandeira. Cargo muito pesado pra mulher, esta espécie ainda envergonhada. Aceito os subterfúgios que me cabem, sem precisar mentir. Não sou tão feia que não possa casar, acho o Rio de Janeiro uma beleza e ora sim, ora não, creio em parto sem dor. Mas o que sinto escrevo. Cumpro a sina. Inauguro linhagens, fundo reinos- dor não é amargura. Minha tristeza não tem pedigree,já a minha vontade da alegria, sua raiz vai ao meu mil avô. Vai ser coxo na vida é maldição pra homem. Mulher é desdobrável. Eu sou."

"Sofro por causa do meu espírito de colecionador-arqueólogo.
Quero pôr o bonito numa caixa com chave
para abrir de vez em quando e olhar."


“Tudo que a memória amou já ficou eterno”


“Divago, quando o que quero é só dizer te amo.”


“De vez em quando Deus me tira a poesia. Olho pedra, vejo pedra mesmo.”


“Minha mãe achava estudo a coisa mais fina do mundo.
Não é. A coisa mais fina do mundo é o sentimento.”
“Não tenho tempo algum, pois ser feliz me consome!"


AMOR FEINHO
Eu quero amor feinho.
Amor feinho não olha um pro outro.
Uma vez encontrado, é igual fé,
não teologa mais.
Duro de forte, o amor feinho é magro, doido por sexo
e filhos tem os quantos haja.
Tudo que não fala, faz.
Planta beijo de três cores ao redor da casa
e saudade roxa e branca,
da comum e da dobrada.
Amor feinho é bom porque não fica velho.
Cuida do essencial; o que brilha nos olhos é o que é:
eu sou homem você é mulher.
Amor feinho não tem ilusão,
o que ele tem é esperança:
eu quero amor feinha


“O que a memória ama, fica eterno.
Te amo com a memória, imperecível”


“Minha tristeza não tem pedigree,
já a minha vontade de alegria,
sua raiz vai ao meu mil avô.”


“Assim que escurecer vou namorar.
Que mundo ordenado e bom!
Namorar quem?
Minha alma nasceu desposada
com um marido invisível.”

"O transe poético é o experimento de uma realidade anterior a você. Ela te observa e te ama. Isto é sagrado. É de Deus. É seu próprio olhar pondo nas coisas uma claridade inefável. Tentar dizê-la é o labor do poeta."

 trechos tirados do site http://www.releituras.com/aprado_bio.asp