Total de visualizações de página

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

NUM FIM DE TARDE QUALQUER

Às vezes me pergunto porque não te dei aquela chance que você me pediu naquele fim de tarde, você me implorou tanto, chorou se humilhou aos meus pés literalmente como se não fosse mais capaz de sobreviver sem mim e mesmo assim eu fui somítico o suficiente pra tripudiar do seu sentimento, até mesmo rir da sua fraqueza afinal um homem que por tantas vezes se entregou a tantos lençóis que não eram os meus ´por tanto tempo com tantas mulheres diferentes não haveria de sentir a falta de dormir nos meus.

Para me certificar que eu não sentiria falta alguma resolvi deixar tudo pra trás inclusive os lençóis, as toalhas de banho que tantas vezes nos secamos juntos, os talheres que dividimos as refeições, as panelas que preparava o seu prato preferido e até o carro que por algumas vezes foi nosso ninho de amor.

Saí assim, totalmente despida dessa relação que tanto me maltratou por 10 longos e intensos anos, optei por recomeçar e como diria Drummond "o destino é como um livro do qual nós somos os autores, ele não vêm pronto" então resolvi comprar um livro novo com todas as paginas novas...
Como me enganei... não existem cadernos sem paginas escritas, todos já vem com o começo e cabe a nós somente continuar a escreve-los ,e o caderno que eu comprei já tinha muitas páginas escritas e ao contrario do que eu pensava eu não me encaixava naquela historia, não era ali naquele caderno que eu queria estar...

E hoje te amo calada todos os dias mais e mais  e ao contrário do que eu pensava você continua fazendo parte da minha historia.

Por mais dolorido que seja eu tenho agora que confessar que nunca consegui tirar você da minha biografia e quando olho pra trás me pergunto por que não te dei aquela chance que você tanto pediu? Como seria hoje?

Apos tantos anos tomamos caminhos opostos, mas ao mesmo tempo tão próximos porque sinto você aqui dentro de mim com a mesma intensidade dos tempos em que você estava nos meus lençóis e me pergunto será que não seria melhor tê-lo aqui perto de mim mesmo tendo que dividi-lo as vezes do que nunca mais sentir teu corpo de encontro ao meu? Será que a vaidade e a atitude de mulher ferida não me tornou uma mulher amarga ao invés de uma mulher forte?
Quero que saiba que eu também estou aqui totalmente entregue a esse nosso velho e eterno sentimento, não é só você sempre fará parte da minha vida e eu sempre estarei aqui esperando você voltar no fim de uma tarde qualquer dessas pra juntos voltarmos a escrever naquele velho caderno mesmo cheio de orelhas e amarelado...


Um comentário:

Anônimo disse...

Magnífico...estupendo lindo. Continue sempre assim. Pois escrever é uma das muita expressões que a alma utiliza, para exprimir os seus anseios mais profundos.